• AOS MEUS ALUNOS DA UNILAGOS:

    Gostaria de direcioná-los para outro endereço eletrônico, que elegeremos como específico para as nossas trocas acadêmicas. Lá você poderá adquirir os materiais que trabalhamos ou que trabalharemos nos nossos cursos de PEDAGOGIA ou de PÓS-GRADUAÇÕES. Saudações acadêmicas, Em 24 de setembro de 2010. ACESSEM: www.franciscomattos.blogspot.com
  • PROSÁPIA PROSOPOPÉICA OU BOCA NERVOSA

    Falar e escrever do jeito que o povo faz só nos fundos dos quintais, onde a prosa anda solta e o que se escreve, vale; quer dizer, “vale o que está escrito!”. Se existe alguém ali com formação acadêmica e, principalmente, em Língua Portuguesa, o título foi, tranqüilamente, esquecido em casa ou deixado no portão do recinto, tal qual se fazia no velho oeste um pouco mais civilizado, quando se deixavam as armas nas entradas dos “Saloons”. Com certeza neste espaço não se “corta” a fala do sujeito e nem olhares e atitudes têm a desfaçatez e a frieza de um canivete como em “A língua absolvida”, de Elias Canetti. Sujeito aqui é tomado no seu sentido filosófico, que desenvolve sua intelecção com outros sujeitos-interlocutores-corporativistas, que se entendem e se sentem seres reais, demonstram qualidades e praticam ações, têm identidades e se orgulham delas. São libertos dos academicismos, falam as suas falas, criam e se divertem com as sua criações e com as suas criatividades. Se quiserem a correção, pedem. De acadêmico nas relações sociais, destacam-se posturas, respeito ao outro pelo outro, ou seja, por ser o outro, não por ter isso ou aquilo, essa ou aquela formação. Respeito e admiração se conquistam nas relações sociais do cotidiano, no tête-à-tête, no acreditar no que se fala e no que se ouve, no rir de doer a barriga com as bobagens ditas, na cumplicidade do se perder a hora. Este é o corporativismo que vale a pena ser integrado, absorvido pela escola, para dela se alimentar e a partir dela se fazer presente e aceita pela comunidade não como uma alienígena, mas como parte integrante, necessária, imprescindível. Escola boa essa que respeita a individualidade do sujeito e a sua fala. Bom aluno esse, que se vendo respeitado naquilo que é e no que fala, entende a fala da escola e o seu papel numa sociedade de papéis. Não é a escola que faz o aluno e sim o contrário. Quantas vezes essa frase não foi ouvida em qualquer trajetória escolar? E o engraçado é que sempre achava “conversa fiada”, caretice de professor que já esqueceu o quanto é bom matar aula para namorar ou “bater uma pelada” na praia, com a galera feminina dando a maior força na torcida. Outrora também entendia-se assim. Imaginem um velho professor falando pelos cotovelos e, muitas das vezes levando o aluno a escrever o que fala (o que dita, pois a “sua fala” não é exatamente dele e sim do autor do livro texto, que não foi adotado pela turma, justamente para não cortar esse “barato metodológico” do docente. Se lhe tiram o livro, cortam-lhe a língua, as forças, a criatividade). Busca-se entender que a escola não existe para podar, cortar a palavra, a língua do aluno, dizer-lhe que a sua fala está errada, sem nexo. Pode-se arriscar, com bases no cotidiano escolar, que os alunos podem não ter lido muito (ou pouco), que não gostem de ler, pois não foram incentivados a tal, mas ouvem muito bem, pois intertextualizam em suas ações, falas e reflexões de grandes escritores, tal como esta pérola de Oscar Wilde, quando profetizou, que “se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo” ou, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo-se da acusação de preconceituoso, quando afirmou em visita à Namíbia, que não esperava encontrar uma cidade tão limpa e bonita quanto Windhoek, a capital do país: “nem tudo o que nós falamos é entendido do jeito que nós gostaríamos que fosse entendido pelas pessoas” (Pretória, África do Sul, 09/11/2003). Este é o Brasil dos “Lulas”, que, quando torneiro mecânico não era ouvido pelo patronato e que, agora presidente, é, por conveniências políticas, mal interpretado. E neste Brasil existem as escolas dos milhares de “Silvas”, emudecidos pela pseudo-intelectualidade de muitos professores, que não se cansam de falar em sala de aula sobre a intelectualidade dos outros. Transcrito em 07/09/10
  • SOBRE AS PAJELANÇAS PEDAGÓGICAS

    "Quem sabe pensar, geralmente não aprecia que outros também saibam pensar. Sempre foi assim, desde o pajé que, para promover sua posição social de sacerdote e ligação com os deuses, inventava linguagem própria, inacessível para o comum dos mortais, também para o cacique. Conhecimento parece deter tendência obssessiva para ser ´especial` ou ´superior`(não é à-toa que o estudo universitário se chama ensino ´superior`)... Até hoje permanece o estereótipo social: respeita-se melhor o conhecimento que não se entende. Faz parte da imagem do conhecimento científico não ser de acesso popular. O que todo o mundo entende não pode ser importante ou decisivo". (DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda. - Porto Alegre: Mediação, 2004, p.p., 17-8.


    guethosdosol blog

  • CAMINHOS

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  • O Guetho do Sol

    Espaço de troca e de socialização de saberes... diversos... por isso eclético. Congregamos educação, cultura, política. informações diversas, ciência, curiosidades, algumas bobagens (para descontrair)

  • MOMENTO POPFLEXIVO

    O asterisco (*) é o casamento ou acasalamento do "X" com a "+". Se há correção nesta assertiva, deduz-se e propõe-se que o seu nome passe a ser OCTORISCO". (Eu num momento assaz reflexivo. Coisa de quem, realmente, está de férias, não?)
  • Um vídeo para além da pipoca!

Os números de 2010

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Mais fresco do que nunca.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 1,500 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 4 747s cheios.

Em 2010, escreveu 46 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 115 artigos. Fez upload de 75 imagens, ocupando um total de 724mb. Isso equivale a cerca de 1 imagens por semana.

The busiest day of the year was 2 de julho with 27 views. The most popular post that day was TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram mail.live.com, mail.yahoo.com, pt-br.wordpress.com, webmail.oi.com.br e alphainventions.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por hospital maçonico de sorocaba, as multiplas dimensoes do olhar avaliativo, 21*0211581172839#, as múltiplas dimensões do olhar avaliativo e hospital maçonico sorocaba

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES julho, 2010

2. AVALIAÇÃO (numa perspectiva de HOFFMANN) outubro, 2009
7 comentários

3

Hospital Oftalmológico de Sorocaba (Hospital MAÇÔNICO) setembro, 2009
3 comentários

4

R.A.P.A. (Relatório de Atividades Pedagógicas Assistidas) setembro, 2009

5. PIAGET E VYGOTSKY – Diferenças e semelhanças julho, 2009

Tiririca passa no teste de leitura, e pode assumir como deputado federal e Brasil tem segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul

A queda de 29,1% na taxa de analfabetismo entre 1996 e 2006 não foi suficiente para tirar o Brasil do incômodo penúltimo lugar no ranking de alfabetização na América do Sul. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira, o percentual de brasileiros que não sabem ler e escrever é inferior apenas ao da Bolívia, onde a taxa de analfabetismo foi de 11,7% em 2005.

Em relação a todos os países latino-americanos e caribenhos, o Brasil também vai mal no quesito: tem o 9º pior índice do grupo.

Mais grave ainda é a situação do Nordeste, que tem o mais elevado índice entre as cinco regiões do país. Na média, um em cada cinco nordestinos declarou que não sabe ler nem escrever um bilhete simples. Se fosse um país, o Nordeste teria o 5º pior desempenho em alfabetização da América Latina e Caribe, à frente apenas de Honduras, Guatemala, Nicarágua e Haiti.

Na comparação de dados de população urbana da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) com os da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) em 2005, o Brasil se saiu pior do que vizinhos de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais baixo, como Peru, Venezuela e Colômbia.

A taxa brasileira de analfabetismo, 11,1% entre os maiores de 15 anos, ficou, em 2005, acima da média do grupo, que foi 9,95%. O número divulgado pelo IBGE referente a 2006, 10,4%, também está acima dessa linha.

O contingente de analfabetos no Brasil acima de 15 anos, 14 milhões de pessoas, coloca o país no grupo das 11 nações com mais de 10 milhões de não-alfabetizados, ao lado do Egito, Marrocos, China, Indonésia, Bangladesh, Índia, Irã, Paquistão, Etiópia e Nigéria.

O grupo é considerado prioritário para a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), que criou programa de metas de erradicação de analfabetismo até 2015.

 

Falhas gritantes no ENEM desencadeiam uma série de protestos. Lula, nosso, ainda, presidente nordestino, minimiza  a falha na segurança e o vazamento de questões pelo twitter, postadas por candidatos de dentro de sala de aula.Os temas explicitados no título  não se complementam? Veja o quadro abaixo:

Analfabetismo na América Latina

e Caribe* 

Haiti

45,2

Nicarágua

31,9

Guatemala

28,2

Honduras

22,0

El Salvador

18,9

República Dominicana

14,5

Bolívia

11,7

Jamaica

11,3

Brasil

11,1

Peru

8,4

México

7,4

Colômbia

7,1

Equador

7,0

Panamá

7,0

Venezuela

6,0

Paraguai

5,6

Porto Rico

5,4

Belize

5,3

Bahamas

4,2

Costa Rica

3,8

Chile

3,5

Antilhas Holandesas

3,1

Argentina

2,8

Cuba

2,7

Uruguai

2,0

Trinidad e Tobago

1,2

Guiana

1,0

Barbados

0,3

Média

9,95

 28/09/2007

 

 

A máxima do bicheiro: vale o que está escrito?

Vestibulares, ENEM, concursos públicos e tantos outros mecanismos  que “cismam” em nos ridicularizar diante de um ínfimo número de iluminados na arte de escrever bem. Não podemos inserir neste irrisório rol, alguns professores, pasmem, de Português. Afirmam saber as técnicas de como fazê-lo (façam o que digo e o que não faço!), mas, dificilmente ou quase nunca, o fazem. E nesse balançar serroteano, nesse vai-e-vem sonolentamente irritante, nesses momentos de desespero para os pobres coitados dos alunos, aparecem os contundentes críticos do que escrevem os que não foram, ao longo dos estudos da educação básica, incentivados à produção textual.
Lanço aqui um desafio: o MEC deveria selecionar, aleatoriamente, alguns professores de Língua Portuguesa, para, também, fazer a mesma redação que os alunos, assim do nada, como é feito com os estudantes.
Desta forma, acredito, o senso comum do “faça o que eu digo, mas não faça o que faço” se transformaria em águas passadas e passaríamos a ter um país um pouco mais letrado. Viajem comigo: a cada tema solicitado  pelos professores para que os alunos desenvolvessem, ele, também, o faria. Verdadeiro ambiente de produção. Depois iriam todos para o laboratório de informática e produziriam blogs para a publicação dos textos construídos.
Interessante, não?
Observação: Em anexo, um vídeo com algumas dicas sobre como fazer uma boa redação no ENEM.

ALUNOS DO 4º PEDAGOGIA DA UNILAGOS

  • AOS MEUS ALUNOS DA UNILAGOS:

    Gostaria de direcioná-los para outro endereço eletrônico, que elegeremos como específico para as nossas trocas acadêmicas. Lá você poderá adquirir os materiais que trabalhamos ou que trabalharemos nos nossos cursos de PEDAGOGIA ou de PÓS-GRADUAÇÕES. 

  • Saudações acadêmicas,

  • Originalmente publicado em 24 de setembro de 2010.

  • ACESSEM: www.franciscomattos.blogspot.com

  • NUNCA HOUVE LUZ NO FIM DO TÚNEL!

    Nunca houve luz no fim do túnel!

    Nunca houve luz no fim…

    Nunca houve luz…

    Nunca houve túnel…

    Nunca haverá fim…

    MATERIAL PEDAGÓGICO RELATIVO À AULA DE CURRÍCULO, PROGRAMAS E AVALIAÇÃO

    Queridas alunas do curso de Pedagogia da UNILAGOS: demorou mas saiu. Estou publicando aqui os arquivos de nossa penúltima aula, que havia prometido. Que os mesmos sejam, realmente, bem aproveitados por vocês.

    pos_5_docencia_nazilda_avaliacao

    SINAPSES NECESSÁRIAS

    O que há, há! O que existe, existe. Está lá, é visível!

    Falar do óbvio, do aparente, do que está posto, do que todos veem; falar do instituído, do que é posto, do que  é fato, não é nosso objetivo.

    Falar o que é a escola, o seu mecanismo, como faz, é muito mais fácil do que tecer comentários sobre como deveria ser a escola e o que ela poderia fazer pela sociedade, pelos cidadãos que a ela acorrem.

    Falar como um número significativo de professores trabalha e como imbeciliza os alunos com as suas práticas pedagógicas, é fácil. Difícil é encontrar entre “esses muitos”, os alguns poucos aguerridos,  heróicos e verdadeiros profissionais da educação.

    E quando se fala de como deveria ser a escola, de como poderiam e deveriam trabalhar os professores, da concepção e percepção científicas de como se aprende, da importância do construir conhecimentos, é difícil para os alunos, futuros pedagogos, que só tiveram ao longo de sua formação acadêmica uma referência didático-pedagógica tradicionalista, entender de que não estamos ali para falar simplesmente disso.; mas, falar e mostrar como poderia ser.

    Aos poucos a gente consegue! Ainda bem que são mulheres inteligentes!

    A ÚLTIMA AULA DE ALFREDO

    Conselho de Classe relativo ao 2º trimestre letivo do ano em pauta. Estamos numa instituição de Ensino Médio, a pioneira sobre a égide da Prefeitura Municipal de Cabo Frio. Além dessa característica podemos agregar outras, tais como a que em vários momentos históricos de sua existência, transformou-se em ´pedra no sapato` de  muitos prefeitos e Secretários de Educação e de uma unidade de ensino que sempre primou pela formação crítica, cidadã dos alunos. Neste momento a escola passa por uma fase política meio complicada em que o enfoque gestor toma um outro rumo e a equipe anterior, derrotada nas eleições,  não conformada com essa situação, cria uma série de resistências aos trabalhos desenvolvidos. Neste momento letivo de suma importância para a escola, há que se confessar a apreensão precedente a tal, em função do que aconteceu no do 2º turno no dia anterior: de nove turmas as companheiras só conseguiram fazer o CoC de três, por falta de quorum. Desculpem pelo infame joguinho de palavras, mas a apreensão precedente não foi procedente. Fizemos um CoC descontraído e sério,  tendo passado antes por um momento estressante.

    Nos informes gerais falamos sobre um Conselho de Alunos Representantes de Turmas (C.A.R.T) do 1º turno e sobre temas abordados. Quando mencionamos a discussão implementada sobre a proposta de uma nova Matriz Curricular, uma colega (a única simpatizante do grupo que sustentou politicamente as gestoras anteriores), muito incomodada, já demonstrando um rubor no rosto característico de quem estava prestes a explodir, pediu a palavra. Antes de franquear-lhe o direito de se manifestar, disse-lhe o seguinte:

    _ Ninguém merece ficar somatizando negatividades, dissabores. Isso faz uma mal terrível para as pessoas, principalmente para aquelas que já passaram (ou que conseguiram passar) pelos 40 anos. Somos fortes candidatos a um infarto do miocárdio, estamos inseridos no grupo de risco para essas peripécias do coração.

    Ela conseguiu explanar o seu ponto de vista, dar uma despressurizada na cabeça e a partir daí o conselho transcorreu da melhor maneira possível.

    A caminho do Conselho de Classe finalDois dias depois, em compromisso no RJ, recebo o comunicado do falecimento de um amigo querido, professor de História, que estava Secretário de Governo do nosso município. A causa mortis do meu amigo ALFREDO BARRETO? INFARTO DO MIOCÁRDIO!

    Que essa última aula do Alfredo seja realmente aprendida por nós que aqui ficamos; principalmente nós que nos estressamos, que não buscamos um mínimo de prazer naquilo que fazemos, diferentemente do companheiro Alfredo. Nós que, tal qual o perú de Natal, morremos de véspera e acordamos no dia seguinte prontos para participar do nosso conselho de classe final. É o que buscamos com nossas intransigências, com a nossa falta de respeito ao que o outro pensa ou ideologiza. Ninguém merece tomar uma gota de veneno a cada dia de trabalho.

    E AGORA, QUEM PODERÁ NOS SALVAR?

    Sabe-se que a metodologia de ensino não é a panacéia que vai salvar a educação brasileira; entretanto, num resgate freireano, “A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, o professor que em sala de aula não tiver uma estratégia que leve o aluno a querer aprender, que mostre para ele (e que ele enxergue desse jeito!) que aquele é um conhecimento significativo, insignificativo se transforma.

    O vídeo abaixo (sobre novas tecnologias) faz uma bem situada crítica com uma pitada de ironia, que vale a pena assistir:

    FOUCAULTIEI NO RECREIO

                                            “Lá fora faz um tempo confortável e a vigilância cuida do normal” (Zé Ramalho, Admirável Gado Novo)

     

    Sabe quando você balança a cabeça como se estivesse querendo “expulsar” uns pensamentos indesejáveis, mas que não teve como evitá-los? Foi dessa forma que me flagrei numa bela tarde, na hora do recreio dos meus orientandos, alun@s do 2º segmento do Ensino Fundamental. De um ponto de vista privilegiado (no sentido real da expressão), quer seja do final do pátio coberto, olhando um animado jogo de futebol de salão, com outros meninos estrategicamente postos nas laterais da quadra de esporte, incentivando, convenientemente, os que jogavam a fazerem dois gols para poderem entrar no lugar do time perdedor e, ao mesmo tempo, ampliando o meu campo de visão e vendo @s outr@s espalhad@s .

    Mas, antes que algum desavisado possa se revoltar (_que Orientador Educacional é esse, que compara pobres adolescentes a marginais?), afirmo que este olhar foi mais foucaultiano que outra coisa. Cabe aqui, então, um pouco da essência, do foco de pesquisa desse maravilhoso e polêmico teórico francês, que  

       e da quadra e @s que se dispersavam nos fundos da escola, por trás da quadra, juro que me remeti a cenas de filmes, onde presidiários, no horário de lazer, se organizam por grupos e se movimentam também dessa forma.  vicinal pelas passagens estreitas entre os muros

    ao estudar a “Sociedade Disciplinar”, (…) constata que a sua singularidade reside na existência do desvio diante da norma. E assim, para “normalizar” o sujeito moderno, foram           desenvolvidos mecanismos e dispositivos de vigilância, capazes de interiorizar a culpa e causar no indivíduo remorsos pelos seus actos.Dentre os dispositivos de vigilância do início do século, pode-se destacar o Panóptico, de Jeremy Bentham, um mecanismo arquitetural, utilizado para o domínio da distribuição de corpos em diversificadas superfícies (prisões, manicômios, escolas, fábricas)¹.

    Mesmo com essa justificativa foucaultiana, confesso que me senti um pouco envergonhado, não que estivesse, naquele momento, desenvolvendo a postura do ´vigilante`idealizado por Bentham (2000), no exercício de sua função ao vigiar, controlar e corrigir (punir).  

    Mas, diga-me quem for capaz: a escola consegue fazer outra coisa senão isso?  

      Se fizesse 0,000001% do que, despretensiosamente, propõe o vídeo em anexo, poderíamos acreditar em alguma mudança. Mas… 

      

    Referências bibliográficas  

    BENTHAM, Jeremy. O Panóptico. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. (Organização e tradução de Tomaz Tadeu da Silva).  

    FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1987.  

    ¹. http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/sociedade%20disciplinar/Pan%C3%B3ptico.htm . Acesso e captura em 28/08/2010.  

     

     

    Das Alianças Desiguais

    Mario Quintana, em o Espelho Mágico (1951), apresenta-nos uma quadra sensacional chamada Das Alianças Desiguais. Com uma força expressiva o poeta diz: Gato do Mato e Leão, conforme o combinado Juntos caçavam corças pelo mato. As corças escaparam… Resultado: Não escapou o gato. Pensando sobre o gato do mato, o leão e as corças, “há que se colocar as barbas de molho!”

    Obs.: O texto entre aspas que encerra esses escritos, foram adaptados por mim por uma conveniência contextual!
    Esse texto foi copiado de http://blogs.gospelprime.com.br/dokimos/page/2. Acesso e captura em 28/08/2010.

    ESTRESSADO? EU? AH, NÃO FERRA!!!

    Comprovadamente o nível de estresse (aproveitando o tema do Globo repórter de hoje) vai aos píncaros, quando você se encontra experimentando um misto de desapontamento , de frustração e irritabilidade em não poder desenvolver o que gostaria, o que planejara. Aí você perde as estribeiras, se desconcentra e não consegue resgatar os seus objetivos. Vou replanejar… vou replanejar… vou replanejar…

    Vamos ver!!!

    Meu momento ecológico.

    A princípio estou ainda na fase da volição. Não que não entenda a importância de já ter começado a desenvolver tais atitudes. O problema é que o meu trabalho ainda me absorve um tempo considerável. 

    width=”480″ height=”385″>http://www.youtube.com/v/AGP1I8XdVvs?fs=1&hl=pt_BR”> name=”allowFullScreen” value=”true”>
    http://www.youtube.com/v/AGP1I8XdVvs?fs=1&hl=pt_BR” type=”application/x-shockwave-flash” allowscriptaccess=”always” allowfullscreen=”true” width=”480″ height=”385″>

    Perceberam que a questão tempo não é problema, não é mesmo? Além do mais, é uma excelente forma de relaxamento.

    O professor Rodrigo fez a parte dele e não perdeu tempo: postou no YouTube. Vamos ver?

    width=”640″ height=”385″>http://www.youtube.com/v/6HH9gAL8wLc?fs=1&hl=pt_BR”> name=”allowFullScreen” value=”true”>
    http://www.youtube.com/v/6HH9gAL8wLc?fs=1&hl=pt_BR” type=”application/x-shockwave-flash” allowscriptaccess=”always” allowfullscreen=”true” width=”640″ height=”385″>

    Alzheimer-Texto Interessantíssimo

    A cada 1 minuto de tristeza perdemos a oportunidade de sermos felizes por 60 segundos.
    Sobre o Alzheimer ( Roberto Goldkorn é psicólogo e escritor)
     Meu pai está com Alzheimer. Logo ele, que durante toda vida se dizia ‘o Infalível’. Logo ele, que um dia, ao tentar me ensinar matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no teto. Logo ele que repetiu, ao longo desses 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço que aprendeu quando tinha treze anos e que nunca mais esqueceu: esternocleidomastóideo.
    O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas, para mim, basta saber que ele esquece o meu nome, mal anda, toma líquidos de canudinho, não consegue terminar uma frase, nem controla mais suas funções fisiológicas, e tem os famosos delírios paranóicos comuns nas demências tipo Alzheimer.
    Aliás, fico até mais tranqüilo diante do ‘eu não sei ao certo’ dos médicos; prefiro isso ao ‘estou absolutamente certo de que…..’, frase que me dá arrepios.
    E o que fazer… para evitarmos essas drogas?
    Como?
    Lendo muito, escrevendo, buscando a clareza das idéias, criando novos circuitos neurais que venham a substituir os afetados pela idade e pela vida ‘bandida’.
    Meu conselho: é para vocês não serem infalíveis como o meu pobre pai; não cheguem ao topo, nunca, pois dali só há um caminho: descer.
    Inventem novos desafios, façam palavras cruzadas, forcem a memória, não só com drogas (não nego a sua eficácia, principalmente as nootrópicas), mas correndo atrás dos vazios e lapsos.
    Eu não sossego enquanto não lembro do nome de algum velho conhecido, ou de uma localidade onde estive há trinta anos.. Leiam e se empenhem em entender o que está escrito, e aprendam outra língua, mesmo aos sessenta anos.
    Coloquem a palavra FELICIDADE no topo da sua lista de prioridades: 7 de cada 10 doentes nunca ligaram para essas ‘bobagens’ e viveram vidas medíocres e infelizes – muitos nem mesmo tinham consciência disso.
    Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro. Invente novas receitas, experimente (não gosta de ir para a cozinha? Hum… Preocupante). Lute, lute sempre, por uma causa, por um ideal, pela felicidade. Parodiando Maiakovski, que disse ‘melhor morrer de vodca do que de tédio’, eu digo: melhor morrer lutando o bom combate do que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.
    Dicas para escapar do Alzheimer:
    Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.
    Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a ‘aeróbica dos neurônios’, é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro.
    Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso; limitam o cérebro.
    Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios ‘cerebrais’ que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:
    - use o relógio de pulso no braço direito;
    - escove os dentes com a mão contrária da de costume;
    - ande pela casa de trás para frente; (vi na China o pessoal treinando isso num parque);
    - vista-se de olhos fechados;
    - estimule o paladar, coma coisas diferentes;
    - veja fotos de cabeça para baixo;
    - veja as horas num espelho;
    - faça um novo caminho para ir ao trabalho.
    A proposta é mudar o comportamento rotineiro!
    Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro. Vale a pena tentar!
    Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
    Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
    FAÇA ESTE TESTE E PASSE ADIANTE PARA SEUS (SUAS) AMIGOS (AS).
    ‘Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer!’
    Sucesso para você!!!
    Obs.esta mensagem foi enviada por mim, com a mão esquerda.
    MENSAGEM ENVIADA PELA COMPANHEIRA LEILA MARIA DE PAULA, em 30/07/2010.

    Os Irmãos Grimm e os técnicos da seleção brasileira de futebol

    Muitas vezes é chamado de MESTRE sem nem mesmo ter terminado o Ensino Fundamental. Qualquer um ficaria profundamente FELIZ com tal tratamento. DUNGA foi um deles, apesar de todo o tempo mostrar-se inseguro e entre tapas e beijos com a mídia, com o povo que estava representando, consigo mesmo e, pasmem, com o próprio futebol.

    Quanto ao outro que foi o primeiro da lista,  dei vivas e até soltei fogos com a recusa do Fluminense em liberá-lo, pois na minha opinião é a pura representação do derrotado com suas caras e bocas (essa última, quase nenhuma!). A Nação Tricolor, merecedora de “comandante” melhor e mais humorado (ser assim não significa perder a “rédea”, ser molenga, sem moral ou não usar de rigidez quando precisar), através dos dirigentes, preferiu apostar no ZANGADO e deixá-lo mais ainda ao lembrar-lhe da pomposa multa rescisória. Pareceu-me que ele tentou demonstrar uma pseudo altivez, tipo (desculpem-me pela expressão chula, mas outra não ficaria tão contextualizada!) “caguei na cabeça da CBF”, apesar de ter ficado muito decepcionado em não poder pegar o maior posto do Futebol. Anotem: vai ficar mais ZANGADO ainda!

    Evidente que não se pretende que MANO MENEZES demonstre a disposição de tirar uma SONECA ou de ficar muito DENGOSO pelo convite feito para ficar à frente da Seleção Brasileira de Futebol. Ainda o vejo como uma boa escolha.

    Em relação ao ex-técnico, penso que até quando fizer ATCHIM, ouvirá alguém dizer: “vai com Deus!”.

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