• Francisco Carlos de Mattos

  • UMA MÃO LAVA A OUTRA OU NÃO?!?!

    Querendo ou não sou obrigado a desenvolver a prática do Big Blog de, vez em quando, dar uma “espiadinha” no movimento de acesso ao site.
    O blog, como alguns já tem conhecimento, tem um painel de controle, que nos permite, como o próprio nome indica, gerir a estatística de visitas.
    Já há, mais ou menos, três dias, não se tem um tráfego que seja razoável. Precisamos, além das suas constantes visitas, de mais visitantes para alimentar, dar forças ao motor que o mantem vivo e atuante. Sendo assim, mais uma vez, venho pedir a sua ajuda para que eu possa continuar ajudando a todos. Se cada um que tenha agregado ao blog, agregar outra pessoa, estaremos construindo uma corrente de solidariedade interessante.
    Vamos tentar?!?!?
    Saudações a todos!!!!

  • O que rola por aqui?

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  • “Deixem que digam, que pensem, que falem…”

  • Panóptico

COMO LIDAR COM ALUNOS QUE NÃO TEM O MENOR RESPEITO EM SALA DE AULA?

Francisco Carlos de Mattos, 23/7/2009*

O equívoco começa com o vocábulo “impor”.
A imposição nos remete a uma relação autoritária de A sobre B e isso é um fator profundamente complicante, que dificulta a construção de uma convivência pacífica.
A relação entre professor e alunos tem que ser construída num clima de camaradagem e confiança, até porque os discentes passam por uma fase da vida extremamente complicada (acredito que a colega tenha tido como referência alunos do 6º ao 9º anos e/ou do ensino médio), que é a pré-adolescência e a adolescência propriamente dita.
Mudanças radicais, transformações biopsicossociais mexem com humores, percepções, atitudes, energias, olhares, volições. O mundo é deles, o espaço é deles, são naturalmente anárquicos e demonstram uma inquietude descomunal e uma atração sem limites pela liberdade total. Todo aquele que se interponha no caminho para a conquista desses valores, são vistos como “inimigos”. Qualquer adulto que venha estigmatizar, negativar, negar esses valores, são desafiados por eles. Os pais são dois “bichos” extremamente chatos (com as raríssimas exceções) e o professor passa a ser a representação do impedimento, da negação, da pura ´caretice`.
Aquele que não se faz amigo, inimigo é! Uma relação sócio-afetiva estável, desinteressada, não impeditiva, pautada, sempre, no diálogo franco e aberto, é a chave-mestra para abrir janelas e portas para um ambiente alicerçado no respeito, no carinho e na vontade de aprender coisas novas. No processo ensino-aprendizagem uma das poucas ações que não se pode prescindir, é ensinar o aluno a querer aprender a aprender. E isto, na minha singela opinião, só se consegue entre amigos. O professor antes de tudo deveria pensar não como profissional, mas como ser humano. Não é o profissional que se forma no ser humano, mas o contrário! Há que se construir um ambiente de conquistas… sempre… Onde se é bem recebido e se recebe bem, há a vontade de voltar sempre ou de que o tempo nunca passe ou quando passa, não se percebe!
* texto-resposta construído com bases em provocação feita por uma colega professora no site abaixo descrito. Republicado aqui por exigência do contexto em que se insere a proximidade do concurso público.

Disponível em http://www.educacaopublica.rj.gov.br/ (clicar no lionk DISCUTINDO. Tema “provocador” do texto “como se impor diante de alunos que não tem o menor respeito em sala de aula?). Acesso e captura em 24/07/2009.

LEMBRETE!!!

Quero notificar aos que buscam “alentos acadêmicos” neste espaço, que querem estudar para o concurso público (na verdade, mais de um; pois, estamos na temporada dos concursos), que, daqueles a quem já enviei “PACOTES PEDAGÓGICOS”, que não responder o solicitado no último e-mail que enviei, ficarão sem as questões, pois passarei, novamente, a mandar os pacotes, mesmo com todas as dificuldades, por e-mail.

Apesar do tom “rude”, autoritário, tenho certeza de que a maioria entende o porquê dessas falas e me apoia. Estou cansado da essência do senso comum de “farinha pouca, meu pirão primeiro”, ou daquele que fez sucesso na década de 70, quando um dos maiores ídolos do futebol daquela época (Gérson, o “canhotinha de ouro!), fazia propaganda de uma marca de cigarros, e dizia: “O negócio é levar vantagem em tudo, certo?”

Aguardo a visita de todos vocês!!!

Saudações blogueiras!!!

SOBRE A LEI 9394/96

QUESTÃO (Abaixo da questão, o Art. 1º, da 9394/96)
A LDBEN 9.394/96, no Art. 1º, diz que “a educação abrange os processos
formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais (grifos meus). Essa Lei, especificamente, disciplina a educação escolar desenvolvida, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. Nesse sentido, a educação escolar busca realizar dois propósitos básicos que são:
a) ensinar os alunos a ler e escrever, preparando-os para desenvolver atividades de partilha da cultura comum ocidental.
b) ajudar os jovens a se prepararem para o exercício de uma profissão em sua vida adulta e integrá-los na sociedade, como cidadãos e membros de uma cultura comum.
c) preparar o cidadão para uma sociedade democrática e conscientizá-lo de seu papel de cidadão.
d) formar os jovens para atividades profissionais e dar-lhes condições de
empregabilidade.

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.

§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.

Sobre o Relatório DELORS

Sabe a questão sobre o Relatório Delors, logo aí embaixo? Veja se o fragmento textual a seguir norteia alguma resposta para ela! Assim é fácil, fácil, não é mesmo?

No que se refere a outra questão, prefiro que você use a riqueza do seu bom senso e comece eliminando as que podemos considerar como ridículas. Se tiver dificuldade, não esquente a cabeça e me escreva!

“O Relatório Delors considera que “a educação é um bem coletivo que deve ser acessível a todos” e “não pode ser objeto de uma simples regulação pelo mercado”. Cabe à política da educação “iluminar o futuro por uma visão a longo prazo” e realizar “um duplo objetivo: a qualidade do ensino e a equidade” (Delors et al., 1996, p. 28, 182, 175, 19, 20).”

Aperitivo para um belo banquete… aguardem!!!

CONSIDERANDO…

que a prova é dia 20 de dezembro e vocês têm pouquíssimo tempo para estudar;

que é muito trabalhoso (e a minha conexão é à lenha!) mandar pacotes para todos os meus contatos, e;

que o espírito natalino já está tomando conta de mim;

RESOLVO:

Publicar aqui neste espaço as muitas questões acompanhadas de resumos esquemáticos dos conteúdos.

Só continuo suplicando, que os verdadeiros amigos (os que reconhecem o meu esforço em querer contribuir com quem vai fazer o concurso público!) deixem os seus comentários, recados, críticas e sugestões e que (desconfio que é pedir demais!), depois do concurso, façam desse blog um espaço de visitas constantes. Pretendo transformá-lo num espaço de FORMAÇÃO CONTINUADA, DE APERFEIÇOAMENTO CONSTANTE nas causas e coisas da educação. O que vocês acham?

Vamos ao aperitivo?

QUESTÃO 1
O relatório Delors considera que “a educação é um bem coletivo que deve ser
acessível a todos” e “não pode ser objeto de uma simples regulação do mercado”.
Cabe à política da educação “iluminar o futuro por uma visão a longo prazo”.
(DELORS et al, 1996, p. 28, 182, 175).
Considerando esse documento, a política da educação deve alcançar dois
objetivos. São eles:
a) qualidade do ensino e a eqüidade.
b) qualidade do ensino e universalidade.
c) ensino gratuito e acesso a todos os níveis de ensino.
d) desenvolvimento do ser humano e preparação para o mercado.

QUESTÃO 2
Segundo Libâneo (1994, p. 16-17), “a prática educativa é um fenômeno social e universal, sendo uma atividade humana necessária à existência e ao funcionamento de todas as sociedades”. Nesse sentido, qual é o papel fundamental da escola na formação dos indivíduos?
a) Prepará-los para o mercado de trabalho.
b) Prepará-los para atuar no meio econômico.
c) Exigir que o conhecimento possa ser utilizado sistematicamente.
d) Prepará-los para a participação ativa e transformadora nas várias instâncias na vida social.

“POR QUE AS ESCOLAS SAO DO JEITO QUE SAO?”

Rubem Alves

“Professor Rubem Alves, por que a escola mata o grande sonho das crianças, o sonho de aprender?”

Rubem Alves – Para responder essa pergunta, eu vou contar uma historia para vocês. Uns psicólogos resolveram fazer uma experiência com macacos.

Puseram cinco macacos dentro de uma jaula, dentro da jaula uma mesa, em cima da mesa um cacho de bananas.

Os macacos entraram lá, viram as bananas, viram a mesa e, inteligentes que são, disseram: vamos subir na mesa para comer banana. Na hora em que o macaco subiu na mesa, os psicólogos estavam preparados com uma mangueira de água gelada e deram um banho nos macacos, que não apanharam a banana.

Passado um tempo, resolvem: vamos comer banana. Outro macaco subiu em cima da mesa e os psicólogos deram outro banho gelado no macaco.

Eles não entenderam o que estava acontecendo. Mas, depois do quanto banho, perceberam que havia uma lógica: quando subiam em cima da mesa, vinha banho.

Como não queriam tomar banho, estabeleceram, lá entre eles, o seguinte: quem tentasse subir na mesa apanhava. Então, toda vez que um macaco tentava subir na mesa, ele apanhava. As psicólogas tiraram um macaco que sabia do banho e puseram um macaco fresquinho, que nada sabia sobre o banho.

Ele chegou lá, viu a banana e falou: eu vou comer banana. Na hora que ele tentou subir na mesa, os outros quatro o agarraram e deram uma surra nele. Ele não entendeu nada: achou que era um trote.

Passado algum tempo, ele pensou: vou comer banana. Na hora que ele subiu na mesa, apanhou de novo. Na terceira vez que isso aconteceu, ele compreendeu: nesta jaula, macaco que tenta subir na mesa, apanha.

Ai tiraram mais um macaco e puseram outro macaco fresquinho. Aconteceu exatamente a mesma coisa: quando ele tentou subir na mesa, não só os três, que já sabiam do banho, mas também o outro, que nada sabia do banho, se juntaram e deram uma sova no macaco.

Aí eles foram tirando os macacos ate que ficaram lá só macacos que nada sabiam do banho.

Mas eles continuavam a bater nos macacos que subiam na mesa. As psicólogas brincam, dizendo: se perguntassem aos macacos por que agiam assim, eles responderiam que e porque, nesta jaula, sempre foi assim: quem sobe na mesa, apanha.

Por que as escolas são do jeito que são? A resposta é: porque elas sempre foram assim. Ou seja: nós nos acostumamos desse jeito e não esquecemos. E preciso desaprender um jeito de ser escola. E preciso desaprender.

Infelizmente, eu não tenho tempo para contar a vocês uma experiência que eu tive em Portugal.

Lá, eu descobri uma escola inteligente, chamada Escola da Ponte. Escrevi um livrinho sobre isso, que foi publicado em Portugal, teve mensagem até do presidente da República de Portugal. Ele se chama: Escola com que eu sempre sonhei sem saber que pudesse existir. E uma escola totalmente democrática, em que as crianças tomam decisões em pé de igualdade com o diretor e com os professores.

Elas aprendem de um jeito maravilhoso: não tem aula, não tem professor dando aula, o professor jamais pede silêncio. Professor não tem nada a ver com disciplina, são elas mesmas que exercem a disciplina.

Então, há maneiras diferentes de ser escola, há maneiras diferentes de aprender. Eu diria o seguinte: as escolas são do jeito que são porque nos ficamos prisioneiros dos hábitos e não temos liberdade de imaginação para pensar as escolas de maneira diferente.

Olha gente, esta tudo na cabeça. Não se melhora a educação dando mais ­verba para a educação. Dinheiro e muito perigoso.

Quem tem dinheiro e tem idéia ruim, só faz coisa ruim com o dinheiro. E preciso imaginação: o segredo da reforma da escola não esta em lei de diretrizes, esta na cabeça dos professores.

Uma pessoa me pergunta: o que fazer para mudar a cabeça dos professores? Eu acho que coisas são encontros como este, para mudar a cabeça dos professores. Escrevendo, eu tento mudar a cabeça dos professores. Eu acho que a única maneira de mudar a cabeça das pessoas e através da conversa e através da leitura. Essas são as únicas formas de mudar a cabeça.

Pergunta sem resposta no guethosdosol? Isso nunca!

Pessoal,
mesmo sem a autorização da amiga Maria Juanita, gostaria de trazer o comentário dela para que pudéssemos pensar juntos numa resposta para o seu questionamento. É, digamos, uma provocação para dar um efeito efervescente no nosso blog, que anda meio que paradão. Alguém poderia arriscar uma “ajuda” para a companheira? Dar uma opinião? Apimentar a nossa relação virtual? Tô aguardando a contribuição de vocês (e a Mª Juanita também!).
Abaixo (re)publico a questão posta por ela no nosso blog:
“maria juanita
14/11/2009 at 21:55
meus alunos reclamam muito de que a escola é chata mas como fazê-la não ser chata?
somos obrigados a cumprir um currículo e se vamos para outro lugar, ou brincar por exemplo, nos acusam de não dar a matéria e ai?
juanita”

Por que a escola é chata?

Como na própria matéria é explicitado, esse encontro aconteceu há 6 anos. Não que a escola tenha começado a ser chamada de chata nesta data. Segundo BRANDÃO (1995),

A escola surge com o desenvolvimento do cristianismo na Antiga Europa para uma        educação que salvaria almas, e isso perdurou até o final do século XIX quando Émile Durkheim começou a ligar educação e sociedade, a educação vira fato social, pois para ele há um consenso harmônico que mantêm o ambiente social.

Arriscamos, então, e assumimos os riscos, em dizer que esta instituição já nasceu com um sério problema congênito; mas, a instituição por si só sem a comunidade que lhe dá vida, é como uma casa sem a família ou seja, não se elege enquanto um lar. Assim é a escola ou deveria ser: lugar de aprendizagens, de construção de conhecimentos; só que ela insiste em aprisionar durante 5/6 horas diárias jovens em pleno crescimento físico e mental, efervescência hormonal extrapolando por todos os poros, espírito anarquista e atitudes e características que mais denotam uma profunda e insistente TDAH, satisfazendo e levando quase ao delírio os partidários da teoria dos diversos déficits (como muito bem denunciado por PATTO (1984)), principalmente o de saúde. “_ Esse menino deve ser doente. O ´bichinho` não para sentado!” É desse tipo de comentários que estamos cansados de ouvir ao longo desses quase trinta anos de magistério. O que chamou a minha atenção para essa matéria, foi uma outra publicada na Revista Megazine (Suplemento das 3ª feiras do Jornal O Globo), que reproduzo na próxima postagem. Espero que leiam e comentem, por favor!

Brasil desperdiça R$ 15,1 bilhões por ano com baixa qualidade de ensino

08/11 – 08:00 – Érika Klingl, iG Brasília
Esqueça o discurso de que o grande problema da educação no Brasil é a falta de recursos. Tão grave quanto o baixo investimento do País no ensino é o desperdício de dinheiro. Perder um ano é um prejuízo incalculável para o estudante, mas a repetência e o abandono escolar têm o seu preço: R$ 15,1 bilhões a cada 12 meses.

A baixa qualidade do ensino faz com que os meninos e meninas não aprendam o conteúdo e precisem repetir o ano letivo. Ou pior: desistam dos estudos e deixem, definitivamente, a rotina escolar.

“É muito sério porque as crianças ficam sem aprender. Além disso, com esse dinheiro daria para construir inúmeras escolas de ensino infantil, por exemplo”, reconhece a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar (leia entrevista abaixo).

Cada escola citada pela secretária custa R$ 1,2 milhão. Ou seja, com o dinheiro perdido daria para entregar 12.662 escolas mobiliadas para a sociedade. Para se ter uma ideia, só a repetência e o abandono da sala de aula nos dois ciclos do ensino fundamental custam, juntos, R$ 12 bilhões. A isso, soma-se o prejuízo da evasão e da reprovação nos três anos do ensino médio que pesam outros R$ 3,2 bilhões.

A conta foi feita com dados do próprio Ministério da Educação. Um estudo do custo-aluno do Instituto Nacional de Pesquisas Educacional (Inep) mostra que o investimento per capita anual em educação no Brasil é de R$ 2.166 para séries iniciais do fundamental, R$ 2.317 para séries finais e R$ 1.572 para ensino médio.

O número de meninos e meninas que não alcançam a aprovação no fim do ano também é do MEC e foram calculados a partir do percentual de reprovação e abandono por série da educação básica. Os dados mais recentes divulgados pelo MEC, neste ano, dizem respeito aos índices de 2007 (veja mapa na página), já que existe um prazo para que as secretarias de Educação enviem os números ao governo federal.

Esses percentuais mostram a repetência média de 13% e 13,5% dos alunos, respectivamente, dos ensinos fundamental e médio. O abandono não é menos preocupante: 5,2% e 14,7%, respectivamente. Se o percentual parece alto, o número impressiona ainda mais: 7,3 milhões de estudantes não conseguiram aprovação no final daquele ano letivo.

Vale lembrar que não estão incluídos na conta outros níveis de ensino como infantil, educação de jovens e adultos e ensino superior. O dinheiro faz falta aos parcos investimentos brasileiros em educação, que anualmente giram na casa dos 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

“O investimento perdido deixa clara a urgência de se mudar a sistemática da aplicação de dinheiro na educação. Os recursos são realmente mal empregados”, observa o especialista em financiamento em educação, o pesquisador da Universidade de Brasília Messias Costa.

Entrevista

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar, usa um trecho da música do Skank para resumir o desafio do ensino público do país. Em entrevista ao iG, ela lembrou de Pacato Cidadão. “Se o país não for para cada um, pode estar certo que não será para nenhum”, disse.

Ex-secretária municipal de Educação de Belo Horizonte, (MG) e ex-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), ela destaca, no entanto, que apesar de ruim, o quadro tem melhorado.

iG – É uma pena prejudicar todos os anos 7,2 milhões de alunos e perder R$ 15 bilhões por ano…

Maria do Pilar – É mais que isso. É muito ruim porque as crianças ficam sem aprender. Além disso, com esse dinheiro daria para construir inúmeras escolas de ensino infantil, por exemplo.

E como chegamos a um cenário tão ruim?

Como diz a música do Skank, se o País não for para cada um. Pode estar certo que não será para nenhum. Quem não tiver o direito de ler e escrever não vai ser ninguém e o Brasil vai ser um país atrasado e desigual.

O que está sendo feito?

Problemas complexos não têm soluções simples mas estamos trabalhando fortemente para corrigir tantas distorções. Há dez anos era muito pior e os índices de abandono e repetência têm caído a cada ano. Como o ensino básico responsabilidade dividida entre todos os entes, o governo federal trabalha em projetos para melhorar os indicadores e garantir o aprendizado.

Como?

Um das principais ações é a criação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Por ele, não adianta reprovar o aluno que não sabe e nem passar todo mundo. O programa exige fluxo e qualidade e conta na hora de repassar recursos. Isso gera reflexão.

Repetência e evasão de alunos
(%) Porcentagem de alunos que não completam o ano
Estados Ensino Fundamental Ensino Médio
Acre 19,1 25,6
Amapá 19,1 25,6
Amazonas 14,1 22,4
Pará 29,0 38,7
Rondônia 19,7 27,3
Roraima 35,8 21,7
Alagoas 28,6 31,0
Bahia 28,9 32,4
Ceará 18,0 25,2
Maranhão 18,2 27,5
Paraíba 28,2 28,4
Pernambuco 28,2 31,8
Piauí 24,2 30,8
Rio Grande do Norte 26,0 34,8
Sergipe 30,2 31,1
Espírito Santo 16,4 25,9
Minas Gerais 15,0 26,3
Rio de Janeiro 19,2 35,3
São Paulo 8,3 22,6
Distrito Federal 19,3 34,9
Goiás 15,6 18,9
Mato Grosso 13,5 18,5
Mato Grosso do Sul 20,1 30,5
Tocantins 12,6 20,4
Paraná 13,8 22,2
Rio Grande do Sul 17,2 35,0
Santa Catarina 10,2 18,1
Fonte: INEP/Ministério da Educação

Disponível em: http://educacao.ig.com.br/us/2009/11/08/brasil+desperdica+r+151+bilhoes+por+ano+com+baixa+qualidade+de+ensino++9037965.html . Acesso e captura em 08.11.2009

As LDBEN e as datas de “nascimento”

Duas grandes e importantes LDBEN fazem aniversário nos mesmos dia e mês, mas como uma diferença de tempo considerável entre elas. São exatos 35 anos. A data é 20 de dezembro. Para não perder o costume, fica uma perguntinha que não quer calar (até porque, segundo a propaganda da TV Futura, “o que move o mundo são as perguntas e não as respostas”. Mesmo assim, gostaria da respostas de vocês! Vamos à pergunta: que leis são essas?

Mas, lembrem-se: 20 de dezembro, hein!

Uma questão sobre o Mestre Paulo Freire para “esquentar os tamborins”

Como experiência especificamente humana, a educação é uma forma de intervenção no mundo.

Paulo Freire1

Mestre FREIRE

Intervenção que além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e/ou aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento.

Na afirmação acima, Paulo Freire quer defender a idéia de que:
(A) a escola é redentora das desigualdades sociais e econômicas de uma dada sociedade em um dado momento histórico.
(B) é um erro decretar a escola como tendo apenas a tarefa de reprodutora da ideologia dominante.
(C) a educação é neutra em relação às questões políticas, sociais e culturais, pois tem por tarefa ensinar os conteúdos.
(D) toda intervenção no mundo é pedagógica e, portanto, indiferente aos obstáculos impostos pela classe dominante.
(E) as intenções educacionais em uma sociedade estão para além das questões sociais e políticas inerentes às classes sociais.

As respostas para essa questão farão parte de uma nova enquete. Busque-a pelo blog, diga qual a sua opção, para que possamos alimentar uma discussão sobre o pensamento freireano. Vamos tentar?

TEORIZANDO SOBRE A PRÁTICA… PRATICANDO A TEORIA

Toda prática é política. Ela nos remete à ação e toda ação, queiramos ou não, é pensada, articulada, que foca as necessidades individuais e/ou coletivas. A prática é conveniente para uma pessoa ou para um grupo. Toda prática pedagógica é política…
DICAS DE CONCURSO

Brevemente você vai se ver assim!

De quem será uma vaga?

Características/filosofia/concepções/linhas de pensamento/ direcionamento e tantas outras expressões que significam a mesma coisa. As empresas que são contratadas para a elaboração do concurso público são geridas por profissionais ou contratam um grupo de profissionais que, evidentemente, constroem questões que se enquadram nessas perspectivas. Os autores selecionados, sem dúvida alguma, refletem em suas pesquisas, em seus textos, os mesmos anseios.
Sendo assim, é óbvio que a citação de, por exemplo, Karl Marx, Leandro Konder, Dermeval Saviani não nos direcionará para uma reflexão sobre as mil maravilhas, as coisas boas do neoliberalismo (se é que conseguem achar!). Ao contrário, ambos delineiam críticas profundas, radicais (que vem das raízes) ao capitalismo e suas desastrosas consequências a todos os âmbitos da conjuntura social.
Enfim, é de bom tom que saibamos o que fundamenta determinado autor a pesquisar sobre o tema “x”. No caso da educação, que concepção o teórico tal explicita em suas reflexões. A partir daí, será “facinho”, “facinho” saber qual a opção que melhor se coadune com o seu pensamento.
Fuja da tentação de querer marcar “aquela” opção que você ACHA que é a certa, de acordo com os seus parâmetros práticos, com o que você faz na sala de aula.
Se seguir essas dicas, depois é só partir para o abraço!

Tô de olho no senhor! Tô de olho na senhora!

olho BrasilQuerendo ou não sou obrigado a desenvolver a prática do Big Blog de, vez em quando, dar uma “espiadinha” no movimento de acesso ao site.

O blog, como alguns já tem conhecimento, tem um painel de controle, que nos permite, como o próprio nome indica, gerir a estatística de visitas.

Já há, mais ou menos, três dias, não se tem um tráfego que seja razoável. Precisamos, além das suas constantes visitas, de mais visitantes para alimentar, dar forças ao motor que o mantem vivo e atuante. Sendo assim, mais uma vez, venho pedir a sua ajuda para que eu possa continuar ajudando a todos. Se cada um que tenha agregado ao blog, agregar outra pessoa, estaremos construindo uma corrente de solidariedade interessante.

Vamos tentar?!?!?

Saudações a todos!

domingo, 1 de novembro de 2009!!!

ESTOU SENDO PROCESSADO

Estou recebendo reclamações de alguns colegas (usuários) do blog de não terem recebido os pacotes pedagógicos (parte deles ou os três). Tem até quem diga, que vai dar uma “passadinha” no PROCON para me processar por propaganda enganosa, tipo prometi e não cumpri (não é, Aline?).
Gostaria que os que não receberam (qualquer um dos três ou os três) se manifestassem no comentário dessa postagem, para que eu pudesse providenciar o mais rápido possível, já que nos nossos presídios não se pode ter acesso à internet.
E enquanto isso, vou, também, processando.
Processo, processado, processando. Segundo o mini-Aurélio*, este é o “ato de proceder, de ir por diante” ou a “sucessão de estados ou de mudanças” ou, mais ainda, o “modo por que se realiza ou executa uma coisa; método, técnica” (p. 655). Alicerçado nessa premissa dicionarística e trazendo a subjetividade criativa do ser humano para o real contexto em que o termo se insere (ou que quero inserí-lo), não nego, satisfatoriamente, de que esteja sendo processado. E tomara que continue inserto por muito tempo… note bem: INSERTO E NÃO INCERTO!!!

VAI ROLAR UM “INCENTIVAÇO” PARA QUEM INDICAR O BLOG

Isso mesmo que você leu: estarei dando um incentivo ao (a) companheiro(a) que trouxer uma outra pessoa para o blog. Vai ser tipo PROMOÇÃO “traga um(a) e leve dois!”. A quem trouxer mais um “guethosdosolano” para  esse nosso espaço, ganhará uma questão comentada, igual a que vou publicar como exemplo logo abaixo. A pessoa tem que acessar o blog, fazer um comentário na última postagem, deixar um e-mail de contato e dizer que foi indicada por fulano de tal. Até o concurso tem é tempo. Só que quanto mais tarde a pessoa entrar e se agregar ao nosso convívio virtual, ficará mais complicado para ela, pois os PACOTÕES estão acumulando. Vale lembrar, que já estamos no IIIº pacote, não é mesmo?
Então, vamos abraçar a proposta? O que você acha? Dê a sua opinião, o seu comentário. Faça a sua crítica.
Saudações pedagógicas!
**********************************************
Questão
A escola é hoje concebida como um local de combinação e confronto das experiências, palavras e conceitos de alunos e professores, como um espaço de luta pelas mudanças que se fazem necessárias na sociedade, onde é possível desenvolver o espírito crítico, o sentido de justiça, o respeito pelo outro e a solidariedade.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais falam dela como “ um espaço de formação e informação em que a aprendizagem de conteúdos deve necessariamente favorecer a inserção do aluno no dia-a-dia das questões sociais marcantes e em um universo cultural maior.”
Nesse contexto, o professor contribui para a operacionalização dessa escola, quando:
Opção D; desenvolve competências e habilidades e forma atitudes e valores.
Gabarito comentado: O papel político da escola é abordado nos PCN. A questão em pauta inclui nessa abordagem o professor quando este assume a responsabilidade de desenvolver competências e habilidades e formar atitudes e valores, em contraposição ao desempenho meramente técnico ou restrito a sua área de atuação.
Referência Bibliográfica: LUCKESI,Carlos C. Filosofia da Educação.São Paulo: Cortez,1994,p.115.