• AOS MEUS ALUNOS DA UNILAGOS:

    Gostaria de direcioná-los para outro endereço eletrônico, que elegeremos como específico para as nossas trocas acadêmicas. Lá você poderá adquirir os materiais que trabalhamos ou que trabalharemos nos nossos cursos de PEDAGOGIA ou de PÓS-GRADUAÇÕES. Saudações acadêmicas, Em 24 de setembro de 2010. ACESSEM: www.franciscomattos.blogspot.com
  • PROSÁPIA PROSOPOPÉICA OU BOCA NERVOSA

    Falar e escrever do jeito que o povo faz só nos fundos dos quintais, onde a prosa anda solta e o que se escreve, vale; quer dizer, “vale o que está escrito!”. Se existe alguém ali com formação acadêmica e, principalmente, em Língua Portuguesa, o título foi, tranqüilamente, esquecido em casa ou deixado no portão do recinto, tal qual se fazia no velho oeste um pouco mais civilizado, quando se deixavam as armas nas entradas dos “Saloons”. Com certeza neste espaço não se “corta” a fala do sujeito e nem olhares e atitudes têm a desfaçatez e a frieza de um canivete como em “A língua absolvida”, de Elias Canetti. Sujeito aqui é tomado no seu sentido filosófico, que desenvolve sua intelecção com outros sujeitos-interlocutores-corporativistas, que se entendem e se sentem seres reais, demonstram qualidades e praticam ações, têm identidades e se orgulham delas. São libertos dos academicismos, falam as suas falas, criam e se divertem com as sua criações e com as suas criatividades. Se quiserem a correção, pedem. De acadêmico nas relações sociais, destacam-se posturas, respeito ao outro pelo outro, ou seja, por ser o outro, não por ter isso ou aquilo, essa ou aquela formação. Respeito e admiração se conquistam nas relações sociais do cotidiano, no tête-à-tête, no acreditar no que se fala e no que se ouve, no rir de doer a barriga com as bobagens ditas, na cumplicidade do se perder a hora. Este é o corporativismo que vale a pena ser integrado, absorvido pela escola, para dela se alimentar e a partir dela se fazer presente e aceita pela comunidade não como uma alienígena, mas como parte integrante, necessária, imprescindível. Escola boa essa que respeita a individualidade do sujeito e a sua fala. Bom aluno esse, que se vendo respeitado naquilo que é e no que fala, entende a fala da escola e o seu papel numa sociedade de papéis. Não é a escola que faz o aluno e sim o contrário. Quantas vezes essa frase não foi ouvida em qualquer trajetória escolar? E o engraçado é que sempre achava “conversa fiada”, caretice de professor que já esqueceu o quanto é bom matar aula para namorar ou “bater uma pelada” na praia, com a galera feminina dando a maior força na torcida. Outrora também entendia-se assim. Imaginem um velho professor falando pelos cotovelos e, muitas das vezes levando o aluno a escrever o que fala (o que dita, pois a “sua fala” não é exatamente dele e sim do autor do livro texto, que não foi adotado pela turma, justamente para não cortar esse “barato metodológico” do docente. Se lhe tiram o livro, cortam-lhe a língua, as forças, a criatividade). Busca-se entender que a escola não existe para podar, cortar a palavra, a língua do aluno, dizer-lhe que a sua fala está errada, sem nexo. Pode-se arriscar, com bases no cotidiano escolar, que os alunos podem não ter lido muito (ou pouco), que não gostem de ler, pois não foram incentivados a tal, mas ouvem muito bem, pois intertextualizam em suas ações, falas e reflexões de grandes escritores, tal como esta pérola de Oscar Wilde, quando profetizou, que “se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo” ou, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo-se da acusação de preconceituoso, quando afirmou em visita à Namíbia, que não esperava encontrar uma cidade tão limpa e bonita quanto Windhoek, a capital do país: “nem tudo o que nós falamos é entendido do jeito que nós gostaríamos que fosse entendido pelas pessoas” (Pretória, África do Sul, 09/11/2003). Este é o Brasil dos “Lulas”, que, quando torneiro mecânico não era ouvido pelo patronato e que, agora presidente, é, por conveniências políticas, mal interpretado. E neste Brasil existem as escolas dos milhares de “Silvas”, emudecidos pela pseudo-intelectualidade de muitos professores, que não se cansam de falar em sala de aula sobre a intelectualidade dos outros. Transcrito em 07/09/10
  • SOBRE AS PAJELANÇAS PEDAGÓGICAS

    "Quem sabe pensar, geralmente não aprecia que outros também saibam pensar. Sempre foi assim, desde o pajé que, para promover sua posição social de sacerdote e ligação com os deuses, inventava linguagem própria, inacessível para o comum dos mortais, também para o cacique. Conhecimento parece deter tendência obssessiva para ser ´especial` ou ´superior`(não é à-toa que o estudo universitário se chama ensino ´superior`)... Até hoje permanece o estereótipo social: respeita-se melhor o conhecimento que não se entende. Faz parte da imagem do conhecimento científico não ser de acesso popular. O que todo o mundo entende não pode ser importante ou decisivo". (DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda. - Porto Alegre: Mediação, 2004, p.p., 17-8.


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  • CAMINHOS

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  • O Guetho do Sol

    Espaço de troca e de socialização de saberes... diversos... por isso eclético. Congregamos educação, cultura, política. informações diversas, ciência, curiosidades, algumas bobagens (para descontrair)

  • MOMENTO POPFLEXIVO

    O asterisco (*) é o casamento ou acasalamento do "X" com a "+". Se há correção nesta assertiva, deduz-se e propõe-se que o seu nome passe a ser OCTORISCO". (Eu num momento assaz reflexivo. Coisa de quem, realmente, está de férias, não?)
  • Um vídeo para além da pipoca!

As ondas de 4 metros e o castelo de areia

Desenhei a casa dos meus sonhos na areia da praia e veio uma onda de 4 metros e levou tudo, inclusive os meus sonhos!

Morre o escritor português José Saramago

Morre um dos maiores intelectuais contemporâneos, o escritor José SARAMAGO.

SILÊNCIO: CALAR QUE FALA MAIS QUE MIL PALAVRAS

Vídeo extraordinário que mostra que no silêncio o conhecimento se faz brotar. Gesotos e atitudes do mestre falam muito mais que palavras.

Mexicanos em Cabo Frio?

Nada é impossível para aquele que persiste. [ Alexandre o Grande ]

A Orientação Educacional: da gestação à desejada maturidade

Da gestação à maturidade muito tempo se passou, o que não significa que tenha se chegado a um ponto interessante onde a experiência possa fazer a diferença… não, ainda não…

AINDA SOBRE A FORMAÇÃO DO EDUCADOR

O professor anda mal: de salários, de didática, de relações sócio-afetivas com os alunos, consigo mesmo, com os colegas e de saúde!

O destino inexorável do ser humano está na elaboração de perguntas, ou seja, FAZER PESQUISA

Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas

Por que a escola é um lugar tão chato, penoso? (Fragmentos)

A escola é um lugar chato demais e a matriz curricular nunca vai deixar de ser uma GRADE, que lembra PRISÃO!

Deixar-se envolver por uma zona de confo…

Deixar-se envolver por uma zona de conforto, não arredar a bunda da cadeira, não se manifestar, quando é preciso e deixar-se personificar naquela velha história do “_ preguiça quer mingau?” “_ Quero!!!” “_Então, vá pegar a colher…” “_…Não quero mais não!”, nunca foi indicativo para mudanças. Há que se entender, que a guerra, mesmo sangrenta, [...]

VIOLENTO, EU?!?!? QUEM É VIOLENTO AQUI? QUEM?

As violências várias que acometem a nossa sociedade. Do berço aos bancos escolares a batata quente passa de mão em mão. A insistente e impertinente pergunta que, ainda, se faz, é: “de quem é a culpa?” Solução? Irrelevância pura!

POR AMOR AO SER HUMANO

Cirurgias gratuitas de lábio leporino e fenda palatina – FUNDÃO – UFRJ – 06 E 07/08/2010

Sopa de letrinhas ou PQP prenderam o PQD sem CPI*

As diversas falcatruas na República das bananas. PQD é “fichinha” diante dos bandidos de terno e gravata.

EU ODEIO QUEM FALA AXIM!!!!

O triste modismo orkutiano de “xuxar” a palavra escrita. Atrofia babaca da língua. Ninguém merece!!!

DISKOTÁRIO NO 21*0211581172839#

Mais uma safadeza contra os incautos. O indivíduo é privado do convívio social para tentar refletir sobre as suas atitudes com os outros, que o levou a essa condição. De dentro do presídio, ele continua pensando em “ferrar” os outros. O sistema finge que ressocializa e eles fingem que estão ressocializados!… e nós não fingimos… somos, na real, sempre fudidos… no fundo, no fundo, somos sempre os otários!

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