• AOS MEUS ALUNOS DA UNILAGOS:

    Gostaria de direcioná-los para outro endereço eletrônico, que elegeremos como específico para as nossas trocas acadêmicas. Lá você poderá adquirir os materiais que trabalhamos ou que trabalharemos nos nossos cursos de PEDAGOGIA ou de PÓS-GRADUAÇÕES. Saudações acadêmicas, Em 24 de setembro de 2010. ACESSEM: www.franciscomattos.blogspot.com
  • PROSÁPIA PROSOPOPÉICA OU BOCA NERVOSA

    Falar e escrever do jeito que o povo faz só nos fundos dos quintais, onde a prosa anda solta e o que se escreve, vale; quer dizer, “vale o que está escrito!”. Se existe alguém ali com formação acadêmica e, principalmente, em Língua Portuguesa, o título foi, tranqüilamente, esquecido em casa ou deixado no portão do recinto, tal qual se fazia no velho oeste um pouco mais civilizado, quando se deixavam as armas nas entradas dos “Saloons”. Com certeza neste espaço não se “corta” a fala do sujeito e nem olhares e atitudes têm a desfaçatez e a frieza de um canivete como em “A língua absolvida”, de Elias Canetti. Sujeito aqui é tomado no seu sentido filosófico, que desenvolve sua intelecção com outros sujeitos-interlocutores-corporativistas, que se entendem e se sentem seres reais, demonstram qualidades e praticam ações, têm identidades e se orgulham delas. São libertos dos academicismos, falam as suas falas, criam e se divertem com as sua criações e com as suas criatividades. Se quiserem a correção, pedem. De acadêmico nas relações sociais, destacam-se posturas, respeito ao outro pelo outro, ou seja, por ser o outro, não por ter isso ou aquilo, essa ou aquela formação. Respeito e admiração se conquistam nas relações sociais do cotidiano, no tête-à-tête, no acreditar no que se fala e no que se ouve, no rir de doer a barriga com as bobagens ditas, na cumplicidade do se perder a hora. Este é o corporativismo que vale a pena ser integrado, absorvido pela escola, para dela se alimentar e a partir dela se fazer presente e aceita pela comunidade não como uma alienígena, mas como parte integrante, necessária, imprescindível. Escola boa essa que respeita a individualidade do sujeito e a sua fala. Bom aluno esse, que se vendo respeitado naquilo que é e no que fala, entende a fala da escola e o seu papel numa sociedade de papéis. Não é a escola que faz o aluno e sim o contrário. Quantas vezes essa frase não foi ouvida em qualquer trajetória escolar? E o engraçado é que sempre achava “conversa fiada”, caretice de professor que já esqueceu o quanto é bom matar aula para namorar ou “bater uma pelada” na praia, com a galera feminina dando a maior força na torcida. Outrora também entendia-se assim. Imaginem um velho professor falando pelos cotovelos e, muitas das vezes levando o aluno a escrever o que fala (o que dita, pois a “sua fala” não é exatamente dele e sim do autor do livro texto, que não foi adotado pela turma, justamente para não cortar esse “barato metodológico” do docente. Se lhe tiram o livro, cortam-lhe a língua, as forças, a criatividade). Busca-se entender que a escola não existe para podar, cortar a palavra, a língua do aluno, dizer-lhe que a sua fala está errada, sem nexo. Pode-se arriscar, com bases no cotidiano escolar, que os alunos podem não ter lido muito (ou pouco), que não gostem de ler, pois não foram incentivados a tal, mas ouvem muito bem, pois intertextualizam em suas ações, falas e reflexões de grandes escritores, tal como esta pérola de Oscar Wilde, quando profetizou, que “se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo” ou, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo-se da acusação de preconceituoso, quando afirmou em visita à Namíbia, que não esperava encontrar uma cidade tão limpa e bonita quanto Windhoek, a capital do país: “nem tudo o que nós falamos é entendido do jeito que nós gostaríamos que fosse entendido pelas pessoas” (Pretória, África do Sul, 09/11/2003). Este é o Brasil dos “Lulas”, que, quando torneiro mecânico não era ouvido pelo patronato e que, agora presidente, é, por conveniências políticas, mal interpretado. E neste Brasil existem as escolas dos milhares de “Silvas”, emudecidos pela pseudo-intelectualidade de muitos professores, que não se cansam de falar em sala de aula sobre a intelectualidade dos outros. Transcrito em 07/09/10
  • SOBRE AS PAJELANÇAS PEDAGÓGICAS

    "Quem sabe pensar, geralmente não aprecia que outros também saibam pensar. Sempre foi assim, desde o pajé que, para promover sua posição social de sacerdote e ligação com os deuses, inventava linguagem própria, inacessível para o comum dos mortais, também para o cacique. Conhecimento parece deter tendência obssessiva para ser ´especial` ou ´superior`(não é à-toa que o estudo universitário se chama ensino ´superior`)... Até hoje permanece o estereótipo social: respeita-se melhor o conhecimento que não se entende. Faz parte da imagem do conhecimento científico não ser de acesso popular. O que todo o mundo entende não pode ser importante ou decisivo". (DEMO, Pedro. Ser professor é cuidar que o aluno aprenda. - Porto Alegre: Mediação, 2004, p.p., 17-8.


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  • CAMINHOS

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  • O Guetho do Sol

    Espaço de troca e de socialização de saberes... diversos... por isso eclético. Congregamos educação, cultura, política. informações diversas, ciência, curiosidades, algumas bobagens (para descontrair)

  • MOMENTO POPFLEXIVO

    O asterisco (*) é o casamento ou acasalamento do "X" com a "+". Se há correção nesta assertiva, deduz-se e propõe-se que o seu nome passe a ser OCTORISCO". (Eu num momento assaz reflexivo. Coisa de quem, realmente, está de férias, não?)
  • Um vídeo para além da pipoca!

CRIANÇA DESAPARECIDA! ! !

É recente.. talvez ainda haja uma chance! DIVULGUEM POR FAVOR!!!  

Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. (Luc.1:50).  

AJUDEM POR FAVOR!!!!

Criança sumida do RJ

 

Peça orações por ela. Divulguem a foto, por favor! ‘EU VOS SUPLICO’ Sara Dantas (21) 2225-1675 (21) 7695-7580 

CLIQUE NA FOTO DA MENINA, QUE O TEXTO DOS PAIS APARECE EM LETRAS MAIORES!

Diáspora

Congresso brasileiro de pesquisadores negros

De acordo com o próprio dicionário, diáspora se refere à dispersão de povos por motivos religiosos e/ou políticos. Quando pensamos em Diásporas Africanas, nos remetemos diretamente ao processo de dispersão através do brutal processo histórico de colonização e escravidão de um continente bem como de seus povos. Trazendo tal dimensão para os dias de hoje, este congresso tem como proposta evidenciar algumas das reminiscências dessa diáspora, que resvala em dimensões objetivas e simbólicas, como nas religiosidades, nos movimentos negros organizados, na imprensa, nas artes e na literatura, nas escolas e universidades, nas organizações não-governamentais, nas empresas e nas diversas esferas estatais.

PROJETO DE LEI DO SENADOR CRISTOVAM BUARQUE

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007

Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

 Art. 1º

Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.

Art. 2º

Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.

 Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.

JUSTIFICAÇÃO No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público. Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios. Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos. Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais – vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.

O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:

a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;

b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.

c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação; d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.

Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos. Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.

Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto. Sala das Sessões, Senador CRISTOVAM BUARQUE

Vc recebeu, por e-mail, uma enquete dessa? Então responda, vai!

guethosdosol precisa de você


AINDA SOBRE O HOSPITAL OFTALMOLÓGICO DE SOROCABA

É interessante e relevante que façamos novas pontuações sobre essa Instituição e o trabalho que é desenvolvido por ela, para fazer com que alguns irmãos e algumas irmãs possam, profanamente, ver a luz.

Mais legal ainda é levar algumas pessoas que criticam sem bases para tal a fazerem uma visitinha para construirem certezas. O endereço eletrônico está aí embaixo. Façam uma visita e DIVULGUEM!!!

PAZ A TODOS E TODAS!!!

http://www.bos.org.br/bos_novo/bos/bos_style.php

“PEDIDO CARINHOSO”!!!

 

NESTE ESPAÇO HAVIA A POSTAGEM DE UM TEXTO DENOMINADO ” O CARA É UM TREMENDO SECA PIMENTEIRA”. POR ORDENS EXPRESSAS, FOMOS “CONVIDADOS, CARINHOSAMENTE”, A RETIRÁ-LO DO AR EM FUNÇÃO DO PERÍODO ELEITORAL.

MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM TEM JUÍZO!!!

TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES

 

"Quem sabe faz a hora..."

...A hora é essa!

       EU APOIO ESTA TROCA

O salário de 344 professores que ensinam é  =  ao de 1 parlamentar que rouba

vale a pena repassar.

Essa é uma campanha que vale!

Repasso com solidária revolta!

Prezado amigo!

Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00

 Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!

Descobri o valor de um parlamentar brasileiro por ano e os comparei a alguns de outros lugares… São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.

BRASIL ITÁLIA FRANÇA ESPANHA ARGENTINA
10,2 MILHÕES R$ 3,9 MILHÕES R$ 2,8 MILHÕES R$ 850,00 R$ 1,3 MILHÕES

Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !

Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

‘TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES’.

COMO VOCE VAI VOTAR DEPOIS DE LER ESTA MATÉRIA??

REPASSE, EU JÁ ADERI À CAMPANHA!

ILHA DAS FLORES

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 Aprendi, há muito tempo, a gostar e incorporar este víveo às minhas aulas de Sociologia e Filosofia por recomendação do pequeno grande e saudoso companheiro CAGC (Carlos Alberto Gomes de Carvalho), mais conhecido entre os amigos como “Carlinhos do PT ou do SEPE”, duas instituições em que deixou um pouco de sua marca histórica. Polêmico, ácido, irônico e inteligente. Muito aprendi com ele.

Fica, então, como uma homenagem póstuma ao meu amigo!

As ondas de 4 metros e o castelo de areia

Os proprietários do m² + caro de CF estão em desespero

"Minou" R$ p/ comprar um Ap por lá e agora, mina água na garagem

A natureza está demonstrando que, se o homem nada faz para contribuir com ela,  se toma na “mão grande” e não pede emprestado, ela pega de volta o que é seu. Muitas vezes dá um aviso, mas quando este é rejeitado, ela vem de tal forma impetuosa, que muita gente a caracteriza como violenta. Isso faz lembrar a reação de quem presencia um animal mais forte em sua ação predatória ao devorar um mais fraco: fica com pena de quem está sendo devorado. Mas, é a lei da natureza.

Assim é a natureza no seu direito de ir e vir. A gente fica com pena das pessoas que não foram inseridas nos programas de políticas públicas de habitação e constroem as suas casas em locais de grandes riscos, como próximas aos rios. Agora as que compram, pagando fortunas, como nesse exemplo, próximo às praias, o sentimento muda um pouco. Acreditamos que alguns conseguem adquirir esses imóveis, suando um pouco a camisa; mas, minoria!

Morre o escritor português José Saramago

 

O escritor português José Saramago morreu aos 87 anos em sua casa em Lanzarota, nas Ilhas Canárias, nesta sexta-feira (18). 

  De acordo nota oficial, deixada pela família no site do escritor, Saramago morreu em consequência de falência múltipla dos órgãos. O autor sofria de problemas respiratórios. “O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila”, disse o comunicado oficial. 

A informação foi dada à agência de notícias EFE pela família do escritor, que era um dos maiores nomes da literatura contemporânea e vencedor de um prêmio Nobel de Literatura e um prêmio Camões. 

 Entre as obras publicadas por Saramago estão: “Manual de Pintura e Caligrafia” (1977), “Levantado do Chão” (1980), “Memorial do Convento” (1982), “O Ano da Morte de Ricardo Reis” (1986), “A Jangada de Pedra” (1986), “História do Cerco de Lisboa” (1989), “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (1991),”Todos os Nomes” (1997), “O Homem Duplicado” (2003), “As Intermitências da Morte” (2005) e “Caim” (2009). 

SILÊNCIO: CALAR QUE FALA MAIS QUE MIL PALAVRAS

Gestos e atitudes falam mais que mil palavras

O conhecimento que vem de dentro para fora

“Não importa o que fizeram de nós; mas, o que fizemos com o que fizeram de nós”. (Jean-Paul Sartre)

A relação onde um só verbaliza, pensando que o que fala é deveras importante para o outro, não é diálogo, tampouco educação. É monólogo (sonolento) e falta de educação. Este fenômeno pode ser efetivado na dialocidade, onde a comunicação entre os interlocutores acontece de fato, há cumplicidade ou no significativo silêncio, onde gestos e atitudes falam mais que mil palavras, denotando que o conhecimento vem de dentro.

Mexicanos em Cabo Frio?

O México ganhou da França por 2 X 0. Pelo que sabemos, a Região dos Lagos é reduto de “Los Hermanos” argentinos e não de mexicanos; daí, que não procede tantos fogos no Centro de Cabo Frio. A não ser que…  Será?!?!… Gente, será que aconteceu? Será que “água mole em…” Caraca, meu, deve ter alguém dizendo assim: “Se eu morrer hoje, morro feliz, mesmo que não consiga chegar até à Prefeitura!”

A Orientação Educacional: da gestação à desejada maturidade

Francisco Carlos de Mattos*
“(…) A prática do O.E. deverá valorizar a criatividade, respeitar o simbólico, permitir o sonho, recuperar a poesia. O conhecimento não exclui o sentimento, o desejo, a paixão. Precisamos encontrar em cada um de nós esse espaço e, simplesmente, deixá-lo existir”.
 (GRINSPUN, 1994: 30)

 Pensar a Orientação Educacional no espaço interno de uma redoma de vidro fumê, onde a vida acontece lá fora sem perspectiva alguma de acessibilidade e de observação externa, remonta a origem da escola e da própria OE. No que se referem à primeira, algumas concepções se contrastam. Há a que sustenta que a procedência dessa instituição se deu com “a transição do comunismo primitivo para o escravismo antigo, quando da ruptura do modo de produção comunal e o consequente surgimento da sociedade de classes” . Uma outra argumentação, a qual somos simpatizantes, resgata estudos de Christian Baudelot e Roger Establet, que afirmam que “o aparelho escolar, como produto histórico, é inseparável do modo de produção capitalista” (p. 298) .

Quanto ao surgimento da Orientação Educacional, sabe-se que não está distante também da mesma época histórica do advento do capitalismo, que pregava o discurso da igualdade de oportunidades para todos, indistintamente. Para defender tal premissa, surgiu a  necessidade de um profissional que fizesse o papel de advogado do diabo. Eis que surge o Orientador Educacional, pedagogo qualificado para justificar o injustificável, numa instituição criada para garantir os anseios da classe dominante, recompensar as  habilidades da mesma e fazer crer aos que pertenciam às classes menos favorecidas, que eles deveriam ansiar os anseios daquela classe. Nesta escola, desde aquela época, não havia espaço para as vivências e querências de pobres. No mínimo deveriam sonhar o sonho dos meninos ricos em querer ser iguais a eles. E assim nasceu a função do Orientador Educacional… e assim, em alguns casos, persiste essa atividade.

Intentando fugir desse estigma, há que se buscar saídas através de uma ação contextualizada. Nessa linha de raciocínio, Grinspun (1994)  afirma que

o cerne da questão não é mais o ajustamento do aluno à escola, família ou sociedade, e sim a formação do cidadão para uma participação mais consciente no mundo em que vive. A orientação, hoje, está mobilizada com outros fatores que não apenas e unicamente cuidar e ajudar os alunos com problemas (p. 13).

Nesse sentido, deduz-se que “(…).O trabalho do orientador tem uma conotação de pluralidade dos objetivos, que envolve, além dos aspectos pessoais dos alunos, os aspectos políticos e sociais do cidadão” (p.14).

            Tais enfoques históricos transformam-se em elementos propulsores para uma prática profissional que consiga estilhaçar a citada redoma, permitindo com que a vida pulse dentro da escola, pois ela é sustentada por seres humanos marcados por histórias de vida escritas com a força dos condicionantes conjunturais da sociedade. Não cabe mais uma prática profissional psicologizante e sim contextual, crítica, incentivadora da formação do cidadão cônscio de quem ele é e em que sociedade vive, com todos os seus preconceitos, toda a sua mazela.

BAUDELOT, Christian  e ESTABLET, Roger.  L’école capitaliste en France. Paris, François Maspero, 1971.

GRISPUN, Mirian P.S. Zippin (org.) A prática dos orientadores educacionais. São Paulo: Cortez, 1994.

*Mestre em Educação pela UERJ, Orientador Educacional do Município de Cabo Frio, Tutor presencial da disciplina Gestão do Ensino 1, do CEDERJ (EaD).

AINDA SOBRE A FORMAÇÃO DO EDUCADOR

Didática, em geral, é entendida como modo inteligente de dar aula, uma habilidade professoral. Discute-se esta ideia antiquada, tipicamente disciplinar (no duplo sentido de impor autoridade e de tratar os conteúdos de modo reducionista), tentando colocar em seu lugar o compromisso com a aprendizagem do aluno. Didática, hoje, precisa estar centrada no aluno.

Para que essa Didática possa efetivamente acontecer, precisa-se perceber que…
A profissão docente continua muito mal remunerada, apesar do acordo em torno de mil reais por uma semana de quarenta horas. Este salário não é aceitável. Nenhuma profissão com nível superior acharia suficiente, muito menos professor. A questão maior é a dignidade docente, em especial porque se espera que os docentes ajudem a construir a dignidade nacional. Se fossem mais bem pagos, poderíamos também exigir mais, por mais que remuneração não garanta necessariamente melhores resultados nas escolas. Há ainda o problema de disparidades astronômicas entre os estados. Professor precisa ganhar bem para corresponder às expectativas de atualização permanente.
A partir daí, acredita-se que, independente dos bons salários, é mister …
Cuidar da formação de nossos formadores é, possivelmente, nosso maior desafio e nossa maior aposta. Primeiro, faltam profissionais de áreas mais complexas, como matemática, física e química, em particular nos interiores do país. Segundo, as licenciaturas são praticadas em ambiente instrucionista tradicional, o que repercute naturalmente no instrucionismo escolar. Em geral a proposta é baseada em aulas sem autoria, tanto no professor, quanto no aluno. A qualidade docente, no entanto, é um dos fatores mais decisivos para a qualidade da aprendizagem dos alunos.
Só que há um…
Problema mundial… Os estudantes estão muito indisciplinados, impacientes, agressivos, alegando que seus professores são figuras atrasadas… É muito importante que os estudantes desfrutem liberdade e responsabilidade, sejam vistos como sujeitos do processo de aprendizagem, mas não é menos importante que possamos melhorar a relação entre professores e estudantes. Em certo sentido, a impaciência dos estudantes vincula-se ao reconhecimento de que a escola não está à altura de suas expectativas. Este é grande desafio: colocar a escola à altura de seus alunos.
Os textos em bordô são de Pedro DEMO e estão disponíveis em http://pedrodemo.blog.uol.com.br/

O destino inexorável do ser humano está na elaboração de perguntas, ou seja, FAZER PESQUISA

(…) é preciso entender o que distingue os seres humanos dos demais animais. Tanto eles como nós estamos inseridos na natureza, mas, enquanto os animais se identificam com ela, formando um todo integrado, o ser humano, diante dos fenômenos naturais, se interroga, fazendo perguntas e se angustiando perante a ausência de respostas. Essa angustia é reduzida com experimentos que buscam estabelecer verdades científicas. Se isso não é possível, cria-se uma teoria. Se esta não é satisfatória, são estabelecidas hipóteses. Outra opção é apelar para a semântica, criando novos nomes para identificar aquilo que ainda não se conhece. Nas sociedades primitivas, por exemplo, os poderes mágicos, as fábulas e os mitos forneciam explicações que acalmavam a angustia humana por respostas para inúmeras questões sobre o cotidiano.

Portanto, a diferença humana em relação aos animais está em fazer perguntas e buscar respostas. E por isso ocorre a PESQUISA. A palavra vem do latim “perquerere”, perguntar. Portanto, o destino inexorável do ser humano está na elaboração de perguntas, ou seja, FAZER PESQUISA. Haverá, deste modo, respostas que levarão a novas perguntas, gerando um avanço do conhecimento. Logo, é a ignorância que faz mal ao ser humano, não o conhecimento.

(HOSSNE,  William Saad. OS RUMOS DA BIOÉTICA. Disponível em: http://www.radiobras.gov.br/ct/artigos/1998/artigo_270298.htm. Acessado em: 12 de junho de 2010.)

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